Vasco Célio

Onze + Vasco Célio

Os homens parecem bonecos articulados em frente à massa de fogo que corre livremente. Vasco enfrenta também o fogo. Está ombro a ombro com os combatentes de labaredas. Mais uma vez o jornal Público [22.07.2012] coloca na primeira página uma fotografia dos 12. Vasco Célio.

Conheço o Vasco há muitos anos. É um resistente. Poderia, como muitos, ter apanhado o comboio na estação de Faro rumo a Lisboa. Mas não. Foi teimoso. Quis ficar. E assim, lutar contra a centralidade e afirmar-se como um grande fotógrafo algarvio. Ainda bem que Vasco não se juntou ao rebanho da capital. Ganhou ele e ganhámos todos nós, apaixonados por esta coisa que é a fotografia. Vasco é a prova que existe caminhos alternativos.

Mas o Vasco também é a prova que os doze que formam o 12, foram bem escolhidos. Contratados. São fotógrafos todo o terreno, informados, atentos e que estão lá, no ministro, no buraco ou no incêndio. São subtis no olhar e rápidos no pensamento. Os 12 não estão a fotografar para um livro. Os 12 fotografam todos os dias para muitos livros, os da imaginação, da informação, da emoção e com o coração.

O Vasco é um deles.

fotografia de Vasco Célio

www.121212.pt

Limoeiros

 

Aqui estamos nós. Se no último encontro reunimos na adega, desta vez foi numa sala enamorada por limoeiros. Adriana Morais, Adriano Miranda, José Carlos Carvalho, José Manuel Ribeiro, Lara Jacinto, Nuno Fox, Nuno Veiga, Rodrigo Cabrita e Vasco Célio discutiram, com alma e coração, Fotografia. E se pelo meio nos degustámos com uma bela feijoada de chocos feita por mãos sábias e calejadas, e regámos com belos vinhos algarvios, a discussão não parou e a muitas conclusões chegámos. Brevemente, Portugal saberá e se espantará. De momento, só podemos partilhar a gostosa conclusão de como é bom estar entre amigos e discutir com a liberdade de pensamento a passear sobre nós.

Vai ser de liberdade o que nós estamos a preparar. Sem ela nada feito.