Um Sonho Numa Semana

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Um de Julho de 1989. Pyongyang, capital da Coreia do Norte. vinte e dois mil jovens e estudantes deram início ao XIII Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, organizado pela Federação Mundial da Juventude Democrática que nasceu em 1945 na Conferência Mundial da Juventude realizada em Londres. O último Festival teve lugar na África do Sul em Dezembro de 2010.

O estádio 1º de Maio construído na ilha de Rungra com capacidade para cento e cinquenta mil pessoas, foi o palco solene onde o regime coreano acolheu os jovens de cento e oitenta países incluindo os da Coreia do Sul. Portugal foi representado com mais de uma centena de jovens artistas, desportistas, políticos, sindicalistas e estudantes. Tive a sorte de ser um deles. Ainda não era fotógrafo mas não resisti.

Pyongyang mudou para uma semana de festa. Construções novas, avenidas largas e principalmente, coreanos, muitos coreanos, de sorriso aberto e fraterno prontos a receber o mundo e no mundo participar. Por quase todo o lado existiam debates políticos, acções de solidariedade, concertos (participaram por Portugal a Brigada Victor Jara e os Madredeus), viagens pela Coreia, eventos desportivos, festas promovidas pelos vários países. Os Coreanos participavam intensamente. Era fácil dançar com uma angolana, beber um copo com um indonésio, debater ideias com um americano, ou jogar futebol com um soviético. Os cinco continentes estavam ali, unidos pela união das duas Coreias.

A oito de Julho o presidente Kim Il Sung deu por encerrado o XIII Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes. Uma moldura humana de milhares de jovens coreanos realizou quadros de paisagens e cenas da revolução coreana com pequenas placas de cores alternadas. Com um espectáculo cénico levado ao pormenor, tudo idêntico ao encerramento dos Jogos Olímpicos, a bandeira do Festival foi descendo lentamente do mastro e a tocha foi apagada. Cantou-se “encontraremo-nos outra vez pelo caminho da paz”.

Assim findou a semana heróica dos coreanos. Pyongyang voltou a fechar-se ao mundo. O muro de Berlim caiu a nove de Novembro de 1989. O da Coreia continua de pé.

Amanhã no Público e em Público.pt http://static.publico.pt/docs/mundo/coreianorteadriano/

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