Rolha

Nos jantares de amigos e aficionados do bom vinho, discute-se por vezes as vantagens da rolha de cortiça e as desvantagens da rolha de plástico. Eu lá vou acompanhando a conversa o melhor que posso, pois de vinho não sei quase nada e de rolhas ainda menos.

Já aprendi que fica bem cheirar o vinho, e que é de bom-tom transformar o copo em Poço da Morte e fazer com que o líquido precioso gire a uma velocidade estonteante. De rolhas sei o elementar. São de cortiça e agora também de plástico. Que o rei da cortiça é o Américo Amorim, o homem mais rico de Portugal que despede trabalhadores como quem muda de camisa. Também sei que a industria corticeira é a que mais baixos salários pratica e que mais discrimina as mulheres operárias ou colaboradoras como se diz agora.

Mas para espanto meu a grande conclusão do congresso do PSD deste fim-de-semana foi a aprovação da lei da rolha. E pelo meio até ouvi um Presidente de Câmara que discursava na arena laranja pedir vinho em vez de água. Também disse que se não fosse mentiroso nunca chegaria a Presidente. Desta vez não mentiu. Gargalhada geral de umas tantas carapuças.

Não fiquei nada surpreendido com o partido campeão em congressos. Não é que seja mais democrata que os outros. É porque simplesmente é o partido dos faquires, dos ilusionistas, dos domadores, dos malabaristas e dos contorcionistas. Os congressos do PSD são sempre verdadeiros circos produzidos e ensaiados por políticos de plástico.  

Rolhas? Só de cortiça e só para o vinho.

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