A Gravata Vermelha

Abril 25, 2008

 

34 anos. Cavaco Silva ficou impressionado com ignorância dos jovens sobre o Dia da Liberdade. Porque será?

Talvez muitos políticos da praça necessitem de levar com mais alguma coisa que não só o cravo…

Não sei, mas em 34 anos de Abril, Cavaco Silva terá sido o primeiro Presidente da República a substituir o cravo pela gravata vermelha no discurso da Assembleia da República. Porque será?

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Abril 25, 2008

 

Cavaco Silva não viu a outra Madeira. A Madeira dos excluidos, dos pobres, dos desempregados. Ficou pela obra de Jardim e Pestana.

Cavaco quer um Portugal positivo, confiante. Todos nós o queremos, mas para o termos, é necessário ver a realidade por mais crua e brutal que seja. E não basta ver…

 Isto é, a miopia da conveniência. O tempo do Sr Silva já lá vai. Comprende-se!

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A Ilha de um Jardim

Abril 16, 2008

 

Do meu quarto sinto o mar. Tenho a cama colada à linha do horizonte. Estou na ilha da Madeira a acompanhar a visita oficial do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Estou cá pela primeira vez. Apesar de não me fascinar os cogumelos de betão a beijar o mar, embora isso me permita ter o horizonte a perder de vista, o que me está a surpreender são as flores, os recantos, as àrvores, as plantas, os bananais e o nevoeiro que paira no tecto da ilha.

Mas por mais atento que eu ande na imensa variedade de flora, ainda não vi cravos vermelhos ou mesmo amarelos, neste jardim em mar plantado.

Há quem diga que é do nevoeiro.

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Na série da RTP Conta-me como Foi, relembramos como eram as salas de aula nos anos 60. A fotografia de Salazar presa entre quatro réguas de madeira e ensalsichada num vidro, mais um crucifixo, um quadro de lousa preta, um estrado para o professor autoritário, uma cana, uma palmatória e vinte e tal batas brancas alinhadas e sentadas. Assim se aprendia todos os rios, todas as serras e o hino da Mocidade.

Mas se fizermos zapping, podemos ver na TVI a novela Morangos com Açucar. Sabemos como são as salas de aula contemporâneas. O estrado continua, mas o Professor é um cota, o quadro é interactivo, os alunos vestam outras fardas e quase dormem sobre as coloridas carteiras. Ouvem música em vez de ouvir o Professor e combinam quequas e esquemas via telemóvel.  

Patrícia foi a actriz principal de uma longa e triste metragem. A Professora fez o papel de má da fita. E um câmara/realizador esmerado realizou o vídeo da sua vida. Tudo se podia resumir a fitas, mas o problema, é que a primeira aconteceu durante 48 anos e a segunda já vem acontecendo há muitos anos. E este famoso vídeo do YouTube é fruto das duas realidades que a RTP e TVI retratam.

Duas sociedades tão distantes e ainda tão iguais.

carolina