100 Mil Zecos e a Míope
Março 12, 2008
A senhora Ministra da Educação engoliu uma cassete. Desde que decidiu esclarecer os Professores ou os Professorzecos (não sei bem em que ficamos), repete o discurso, repete e repete. E nesse repetir sem nexo, dá roda de malandros aos ditos cujos. Até compreende o descontentamento, pois agora os ditos cujos dos zecos têm que trabalhar muito mais! E trabalhar muito mais é razão para protesto.
A senhora Ministra é perita em distorcer, em baralhar, em manipular, em não dialogar, em não ver, em não sentir. A senhora ministra está colada à cadeira da 5 de Outubro. Talvez se julgue a salvadora da pátria. Mas é bom lembrar à senhora Ministra que o outro, que também se julgava salvador da pátria, também caiu…da cadeira.
A senhora Ministra ficará na história, se a história não fizer o favor de a esquecer, como a Ministra que uniu todos os zecos numa das maiores manifestações de protesto desde o 25 de Abril.
Disse a senhora Ministra que as leis fazem-se nos gabinetes e não na rua. Assim é. Mas as leis fazem-se para as pessoas, para as proteger, para lhes dar mais qualidade de vida e respeito numa sociedade mais justa e fraterna. As leis fazem-se ouvindo as pessoas.
Mas todos nós já sabemos que a senhora Ministra além de míope, é surda.
O Democrata de Terceira Categoria
Março 12, 2008
Talvez este texto venha fora de tempo. Mas, sinceramente demorei a digerir os palavrões do Ministro Augusto Santos Silva.
O homem até tem razões para andar nervoso. Todo o seu governo, a começar pelo Primeiro e acabar na ridícula Ministra da Educação, não querem saber da indignação de um povo. Nos seus altos gabinetes e na sua mais convencida arrogância de superioridade intelectual, muito à custa de uma maioria absoluta, este governo considera os protestos coisas de comunistas. Estranho ainda usarem essa cassete.
Talvez tenha chegado a hora de pensar, que se são os comunistas, pois então os comunistas têm razão.
O que Augusto Santos Silva não perdoa, e ele sabe, é que foi o Dr. Álvaro Cunhal e outros, que sonharam pela liberdade em Portugal. E não ficaram pelo sonho. Lutaram acordados contra tudo e todos, até ao dia em que todos nós sonhámos e gritámos bem alto Viva a Liberdade.
É caso para perguntar: Ó Augusto, onde estavas no 25 de Abril? De pantufas, como continuas hoje.

