Vergonha July 31, 2006
Porque é que a PAZ custa tanto a ser construida pelos homens?
Às 37 crianças assassinadas por Israel na aldeia de Qana, Beirute.

Porque é que a PAZ custa tanto a ser construida pelos homens?
Às 37 crianças assassinadas por Israel na aldeia de Qana, Beirute.

Leopardo das Neves, Lagartixa, Texugo, Escorpião, Tritão, Rã, Ornitorrinco, Osga, Arara Azul Grande, Sapo Parteiro, Ouriço, Diabo da Tasmânia, Lobo, Jaguar, Geneta, Koala, Lince, Gato Bravo, Águia Real, Ocelote, Rinoceronte de Java, Gorila da Montanha, Elefante, Rinoceronte Negro, Chimpazé, Cegonha Preta, Tartaruga Marinha, Panda Vermelho, Víbora, Tucano, Lontra, Panda Gigante, Bufo Real, Urso Pardo, Morcego, Coruja, Águia de Bonelli, Papa-Figos, Puma, Tigre e o Burro. Tudo por causa dos outros burros.

No dia 28 de Julho começa em Santa Maria da Feira mais uma “Viagem Medieval”.
Um projecto que envolve centenas de pessoas que dão corpo e alma a uma das mais bem conseguidas “medievalescas” da nossa praça.
Virão os nobres e os pobres, virão os cavaleiros e a GNR, virão as carroças e os carros, virão as espadas e as pistolas, virá o Rei e o Ministro…virá a Idade das Trevas.
Quem não a conhece?

Vi num jornal de hoje uma fotografia de crianças israelitas a escrever recados em bombas que irão ser lançadas no líbano.
Estremeci. Crianças meu deus! Já não se brinca com pistolas de madeira ou aviões de plástico. A guerra é já um acto banal de estados terroristas onde não se julga mas se mata.
Que recados terão as crianças libanesas?

Cavaco Silva andou de comboio. Foi de Lisboa até Albufeira.
Descobriu ao fazer contas que um automóvel entre o Algarve e Lisboa produz 120Kg de CO2. E então disse “se os portugueses andassem mais de comboio do que carro, seria mais fácil cumprir o protocolo de Quioto”.
Traiçoeira é a memória dos humanos. Foi Cavaco Silva, então Primeiro Ministro e Rei do alcatrão, que deu início ao abate de várias linhas férreas, ao contrário da Europa que apostou no comboio como o transporte do futuro.
Memórias e piruetas bem portuguesas.

Confesso que sempre que te vejo na baliza tremo um pouco. Mas lá no fundo sinto que és um dos grandes, com luvas ou sem luvas.
Depois das altas pressões (nas antas está sempre a chover), fiquei contente em o “teimosão” confiar também em ti.
Aqui a vida não é fácil e não sei quantos trabalhadores da Opel Azambuja têm a bandeira na janela. Mas tu, por horas ou dias, devolveste o orgulho e o sorriso dum país resignado e triste.
Obrigado meu anestesista favorito.
